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Dores de amor e um coração partido

Ouvi dizer que 
as dores de amor 
são coisas inventadas 

por poetas para rimar amor com dor.

Que coisa!
Por que não usar ardor; 
calor; 
fervor?

Qualquer coisa por favor!

Pior é um coração partido 
para o qual não tem rima que cure, 
cola que grude... 


Então vou juntar os cacos 
e fazer um mosaico,
os vocábulos que se entendam,
porque sigo com dores de amor 
e um coração partido.

Diz-me

- Como está o céu lá fora? 
 - Como estás? 
 - Ainda te lembras?
 - Adivinhas-me?
 - Ainda sabes como me abraçar? 

O tempo vai passar, 
e passou as dores à limpo,
silenciadas pelos relógios 
que anunciavam distâncias, 
as memórias que desbotaram 
no tempo ausente, 
na saudade intermitente,
cessando e recomeçando por intervalos 
tão imprevisíveis e descontínuos,
e assim foi, é e para sempre será.

Um ciclo se encerra,
outro se reinicia,
o coração tenta seguir
cumprir sua parte,
mesmo que cansado 
e tão doente.

- Como está o mar que te espreita? 
 - Como estás? 
 - Já me esqueceste?
 - Me desprezas?
 
Diz-me:
- Vai-te embora!
Ou fica…



Dentro de mim mora um monstro


Dentro de mim mora um monstro,

mora um monstro dentro de mim,

em Silêncio, 

sai como entra.


Não odeia, mas se cura,

guarda  cada palavra dita, 

cada ausência sentida, 

cada gesto omisso.


O monstro que me habita

ama o amor

com paixão e dedicação.


Hoje é tudo, 

amanhã nem  lembrança.


Apaga,  

sai de cena,

desliga o coração

como quem gira uma chave.


O silêncio não é vazio,

não se fez de repente,

foi edificado aos poucos 

por distrações demais

e cuidados de menos. 


E a dor acumulada

não é sofrimento,

é despedida 

que não se detém

onde  se sente sobrar.

Domingo

Despediram-se num domingo, 
puros em inocência etérea,
juras de amor eterno 
e um até breve carregado de incertezas 
mas repleto de esperanças.  

A segunda despedida 
também foi num domingo que, 
diferente de antes, 
 trouxe mágoa e espanto. 

Ele foi surpreendido, 
não esperava. 
Ela sentiu-se sobrar, 
jurou que não voltava 

A luz dos olhos dela 
e a luz dos olhos dele 
nunca mais se encontraram. 

Os acasos da vida foram outros, 
cada um seguiu seu caminho.

O amor, 
primeiro amor, 
o maior amor; 
aquele amor que veio antes 
de todos os outros,  
seguiu  plural, só deles 
e  ninguém lhes tirou isso. 

Ela sempre voltou, 
juras quebradas,
sempre sorri ao vê-lo passar.
- Sim, ela sempre consegue encontrá-lo 

Ele, como sempre,
continuou distraido,
alheio a sua presença. 

PostIscriptum:
Comecei a rascunhar esse poema tomando um café na Pastelaria Arcádia, numa sexta feira chuvosa de abril ouvindo Um dia de domingo, dueto Gal Costa e Tim Maia.

Deixar ir

Precisei desfazer o nó 
para te dar a paz que precisavas. 

Não existe um único momento 
do meu dia em que não sinta falta 
das nossas conversas, 
de te ouvir falar e rir,  
de sorrir sempre que um pensamento 
meu voa até ti.

Aos poucos vou recolhendo 
a parte de mim que se partiu 
para voltar a ser inteira.

Sigo te desejando sorte e muito amor,
perto, longe, onde for;
porque você me salvou sem tentar 
e foi esse amor em que mais confiei.

Nunca se esqueça: 
se desisti não foi por covardia,
e mesmo que não pareça, 
ou não acredites, 
foi meu grande gesto de amor.

Despedida (ou quase isso)

Este blog em particular deverá mudar de dominio, estrutura, contexto, enfim mudar. Por ser o mais pessoal e intimista ele se encontra como eu, sem direção e inquieto.

De tempos em tempos algumas mudanças se fazem necessárias. Em algumas fases e estados de alma tenho essa urgência vital de estar em movimento, às vezes insisto em algumas coisas até a exaustão e não entendo porque o faço se já sei por antecipação como acabam essas histórias.

A minha natureza é essencialmente anarquica, não permite amarras, só as consentidas.
Talvez seja uma vontade represada de me fixar, render-me e sossegar o espirito. A insistência de algumas vezes pode ser motivada por esse desejo de ancorar num porto seguro, não sei.

A necessidade de voltar ao movimento constante das "ondas", ao nomadismo, a segurança de mim mesma sempre acontece quando alguma mão se abre e eu encontro o vão dos dedos por onde posso escorrer.

A falta de tempo também tem contribuído para dar a atenção que eu desejaria ao que escrevo, e tenho escrito muito. Como disse antes, andei me viciando no papel e na pena.

Não resolvi ainda, se será neste espaço e no Mapa do Meu Nada que eu vou abrir o que foi escrito com sangue, alegria e lágrimas na minha alma nesses últimos meses.

Fica o tempo que me dou para pensar se esse Mapa tão explicito do meu tudo terá a capacidade de suportar mais palavras ou se elas devem imigrar para outra cidadela.

Beijos a quem passa por aqui.

Doçura



Aqui posso estar segura e leve no silêncio
entre calmas formas, 
raízes lentas,
cabelos em desalinho
e te bebo longamente 
num ritimo perfeito.
Então que seja doce teu afago...

Doce de fadas




Talvez eu seja
a flor disfarçada de espinho,

Uma bruxa, quem sabe?

Moura torta não sei,
mas pode ser.

Uma monstra na beira do rio
esperando um desavisado escorregar
e levá-lo para bem fundo até se afogar.

Não importa, bruxas mouras ou monstras
também têm coração embora desmintam.

O certo é que um dia
a fada madrinha de todos os opostos
após uma grande ressaca
vai me transformar no doce da casinha na floresta...








Ai então, nínguem vai me segurar...

Dias Felizes

Talvez eu fale de Ti
Para saber até onde
Gosto de Mim.
Se gostas de Mim,
Não demore a chamar,
Porque os dias felizes
Não têm história
E sinto saudades
Dos meus dias mais felizes.

(talvez esse poema seja o ninho onde podemos dormir sem estarmos sós)


Diga amor o que vou fazer



Diga amor o que vou fazer
Se não consigo te esquecer...

Diga amor o que vou fazer
Se não vivo sem você...

Algo me diz que um dia
Vou te (re) encontrar
E voltar a ser feliz...

Deixa eu entrar?

Pode mandar embora,
Não vou,
Fico do lado de fora
Na frente da porta,
Feito bicho acuado
Mas não vou...

Faz frio aqui fora,
deixa eu entrar?
às 00:34
Ouvindo



Sutilmente
Skank
Composição: Samuel Rosa / Nando Reis

Definição e Contexto


Infinitivo:
Encaixar

Gerúndio:
Encaixando

Particípio:
Encaixado

Indicativo:
Encaixas

Futuro:
Encaixaremos

Imperativo:
Encaixe


ENCAIXAR: verbo transitivo; colocar em encaixe, embutir.

(transitivo quando ação precisa de complemento)

Desata-me



Desata-me,
Pousa,
Deixa tua marca,
Teus vestígios
Depois ata-me

E depois?
O que importa...

Foto: José Machado

Dorme meu amor

Na quietude pós-ato do amor
o corpo se aninha no imaginário
corpo do teu eu.
Sonho com tuas mãos fogo em mim,
adivinho teu cheiro macho em mim,
quero tem membro homem em mim...

Noite de amor,
dias e tardes para te amar,
Atravesso essa ponte
que me leva onde sou mais feliz.

Dorme meu amor mas não tarda
que meu corpo fêmea já arde por ti...

Dramas banalizados

Nada de dramas...

Logo irás renascer novamente,
Morrer novamente,
Renascer mais uma vez
Até morrer mais outra...

Assim, até que um dia
Não seja preciso morrer mais
Porque já vives outra história,
Outro sonho,
Outra vida.

Desculpe-me


Desculpe-me se trago a alma sem alento,
Se tenho cansaços,
Se me tornei escrava desse sentimento vazio,
Se meu vôo é de asas partidas,
Se meu coração sangra,
Se não sei o caminho,
Se um segundo é muito tempo,
Se as horas me sufocam,
Se o não saber me conforta,
Se tudo em mim é indivisível,
Se não posso ser as mãos que consolam,
Se ninguém, nem eu mesma,
Entendo o que sustenta esse vicio de ti,
Porque vou embora
Quando são momentos de chegadas
E se quero sempre ficar
Quando o momento é de despedida...

Dores de Amor e Um Coração Partido

- Como está o céu lá fora?

- Como estás?

- Ainda te lembras?

- Adivinhas-me?

- Ainda sabes como me abraçar?

O tempo vai passar, e passou  
as dores à limpo, 
silenciadas pelos relógios 
que anunciavam distâncias, 
as memórias que desbotaram 
no tempo ausente
na saudade  intermitente
cessando  e recomeçando  por intervalos
tão imprevisíveis e descontínuos,
e assim foi, é  e para sempre será.


Do que não sei

Olhar que não desnuda,
alma e corpo pulsam.

Boca que não consone,
alma e corpo ardem

Voz que não acalma,
alma e corpo esperam.

Meu amor faz a hora acontecer,
porque do que não sei
quero padecer feliz e em paz.

Desestruturado

Prostrada
coração pesado
dois passos do fim
despida de afetos

É assim que me sentia
quando te deixava
e de tantas vezes
te deixar
tive medo
que um dia
ao regressar
eu não te encontrasse

Esse dia chegou
as pessoas mudam
de pessoas
tu te mudaste
de mim

Não sei

Gostaria de não ter
de te deixar
tantas vezes

Dor da Carne


Dor que arrebata a alma,
Traz à tona tristezas,
Lagrimas que bailam no rosto
Sem pedir licença.

O peito estoura,
Parece que vamos morrer
Num combinar fúnebre
De um mal que não tem nome
Expresso na carne em ferida.

Dor do algo de alguém
Que nos é tirado à revelia,
Mas que sempre soubemos
Que assim seria.

No véu do não mais olhar,
Nas ecos do não mais ouvir
Nas brumas d o não mais sentir...

Vai ficar tudo bem

O “vai ficar tudo bem”  se transformou em som vazio, palavras ouvidas viraram ausência.   Ser forte não foi uma escolha,  apenas foi empurr...