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O que quero

Quero:


Que em todos os dias

pelo resto de nossas vidas

não nos faltem abraços.


Que nossos olhares,

ao se encontrarem

sejam plenos de ternura.


Que nossos beijos não precisem

de motivos para acontecer,

que sejam muitos e o tempo todo.


Que nunca nos falte o sorriso,

nossas mãos estejam sempre dadas

e seguras uma na outra.


Que as palavras de amor

sejam constantes em nossas vidas

e a felicidade tome o lugar

dessa saudade

que hoje nos habita.


Que sejamos um ao lado do outro

caminhando juntos

e que a metade de mim

volte a ser inteira na tua metade

que nos completa.


Amo você!

O amor se faz

 


Me quebra e me refaz

Para voltar a quebrar 

Me assusta e me encanta

Para voltar a assustar 


É punhal rasgando a dor,

a linha que remenda 

o que a dor causou.


É medo

Prazer

É a coragem de deixar ir

O que não pode ficar 

É meu conforto nas horas mortas

a paz que sucede o desespero

que a saudade deixa no coração da gente 


Isso é amor

O amor é o que o amor faz

E desfaz quando se ausenta 


O silêncio enlouquece e mata!

Tudo que me deu 

e pediu foi distanciamento.


O descaso enlouquece!


Não tente medir minha coragem, 

não fale do que não sabe, 

o que não me falta é coragem. 

 

Noites sem dormir,

angústias que nunca quis.


Tive de me arrastar 

para fora desse lugar

lidando  com as consequências

de coisas com as quais não compactuei,

algumas  culpas  podem 

me entortar as costas, 

mas não queira jogar nelas 

as que não são minhas.


As tuas ausências pesaram em mim,

o teu silêncio partiu meu coração 


O silêncio enlouquece e mata! 

O Botim


O Botim:

- A flor.

Porque foste tu
A me colher em silêncios,
A me desfolhar inteira
Em palavras e suspiros.

Mas a mão que afaga,
Pesa e me afasta.

Vestida de vazios
Em total escuridão
Eu me recolho em abandono.

O silêncio me conforta
E vela meu sono sem sonhos...


Fotografia: Yury Borden

Ouvindo Jazz

O passado só é lindo e poético
porque já foi,
suas cores no presente
têm outro tom.

Quando o amor deixa de ser plural
fica um gosto de domingo chuvoso
todo cinza e sem a alegria,
Se antes nos fazia blues
agora é fim de noite ouvindo jazz,
a melancolia com um gosto diferente...

Outono


Amor é a paixão serenizada,
Paixão é viver em constante ebulição,
Agora que compreendes a poesia,
Agora que brincas de fazer versos
E essa é a melhor parte,
Talvez eu já possa te responder o que procuro...

Procuro um amor antes que à tarde se detenha em mim,
Antes que o outono da minha paisagem
Se transforme no inverno da terceira idade
E quero muito me apaixonar por esse amor,
Não desisto, contino seguindo esse caminho
Em tons dourados de luz e vermelho paixão.

O tempo

Eras
o lugar seguro
que mantinha meus pés no chão,
sempre firmes mesmo quando
o sonho me seduzia.

Eras
a noite de sono profundo,
o abrigo seguro,
a hora de acordar,
o tempo que não seguia,
o tempo em que eu passava
o tempo todo pensando em ti.

Ontem à noite

Ficamos assim por enquanto,
faltam as palavras e a vontade
que impulsiona às palavras.

Se der eu volto a escrever,
por enquanto fico assim...

O homem e suas entregas



Nenhuma palavra ou gesto
que o impeçam de ser dela,
entregando-se sem o grito
num ponto distante dentro de si.

O fogo queima mordendo a carne
vindo em ondas sacudindo o corpo
que denuncia a razão sem razões
para esconder o que se agita.

Sem saída,
já entregue no profundo
do seu intimo,
o homem se entrega preso
entre duas pernas
como uma sentença entre dois pontos.

Onde estiveres



Deixa que eu seja
a liberdade tardia,
a luz do teu refúgio
onde nenhuma paz
traz o alento desejado.

Uma palavra tua
e te seguirei
sem questionamentos,
mansa e cordata

Antes é necessário
que eu me afaste
da tua solidão voluntária.

Sossega,
um dia eu volto
para ficar onde estiveres...

Imagem: Katarzyna Widmanka

O Amor é Lâmina


O amor tinha data para acabar,
foi suicida por ser verdadeiro
em seu curto sopro de vida.

O mergulhar de corpo e alma
só aconteceu porque ele tinha
prazo de validade.

Esse amor de data marcada,
terminou como começou:

Entre soluços e sorrisos
suspirados do fundo da alma,
querendo um querer desmedido,
amor profundo,
lâmina passada rente na carne...

Oceano



Ao mergulhar
Bebo de ti
Com sofreguidão
Até não precisar mais,
Contemplo tuas dimensões.
As vezes encontro resistência,
Ali onde desejo estar
Mas sou amante que sabe
Que tudo terá de novo.
A figura se configura
Pois habito teu desejo.
Ali, a profundidade
Do oceano é percebida,
Não como silêncio vazio,
Mas como isolamento.
Respiração é como rebentação
Onde o eu vive em comunhão
Com o outro
Celebrando ritos
Quando os 5 sentidos
Pedem vida.
Amo-te e não sei
Porque te amo tanto
E com que carícias
Hei de te amar mais ainda
Nessa hora em que o dia
É despedida.

O mar que se enfeita de espumas
E suas ondas me cobrem
Fundando o amor
Dentro de um oceano de jardins...

Olhos Teus


Olhares de condenação
Olhares de aprovação
Olhares de destruição
Olhares de incentivo
Olhares de raiva
Olhares de paz
Olhares de tristeza
Olhares de alegria
Olhares de aflição
Olhares de saudades
Olhares de perplexidade
Olhares de indignação
Olhares de ternura
Olhares de afeto
Olhares de amor

Olhares cegos:
(de natureza morta
incapazes de Ver
quando Olham)

E Olhares comos os teus,
Que cuidam,
Velam...

Olhos do coração que sente.

O Pleno e o Vazio


Não é o romance,
O desejo do toque,
A sede de boca,
A ânsia por mãos afoitas,
Ou o abandono de corpos vencidos.

É o caminhar juntos,
Sem pressas,
Andando devagar,
Abolindo a superficialidade
E alguns confortos.

Não trair silêncios,
Não fechar as portas
De um precário refúgio,
Evitar as palavras
Que dizimam sonhos,
Corrompem poemas,
Partem corações...
Ouvindo: Cordilheiras (nhá tanto tempo não ouvia...)
Imagem:
View east from the summit of Jebel Akhdar, highest peak in the Oman Mountains.

O Olhar e o que ele cala


Olhar de espera
Sorve das bocas
Nas ânsias de espera
A fome de séculos
Em espasmos furtivos

Olhar obsceno
Torturado e aflito
Advinha corpos
Que se abrem
Em cadências férvidas

Olhar de fome,
Órbitas vivas,
Coração acelerado,
Consoantes duplas,
Mergulhando nas profundas
grutas sem fronteiras...

Ouvindo: Olhos Nos Olhos

O sorriso não morreu


Meus olhos me enganaram.
Não era asa de borboleta,
era pétala de flor
que o vento fazia voar...
e a chuva ia fazendo...
pérolas na seda
e sorrisos que não morrem...


Onde andamos NÓS


Denis Piel, Portrait of Love, 1984

E depois de tudo,
uma bagunça imensa,

um vazio sem nexo,

um silêncio abstrato
e a música que não tocou...


Hoje as palavras

que não são minhas,

mas poderiam ser,

ser as únicas que me bastariam
entre o meu ser e não o ser.

Uns versos à toa

rumando pelo papel sem destino, s
em eira,

nem beira,

sem eu,

sem você...

Foto: Web
Ouvindo: meus silêncios...

O Desejo


Quero que me venhas
com calma e delicadeza
que me tomes em sombras
na penumbra tocando meu corpo
quero te tomar em beijos e carícias
sentindo sem precisar ver
apenas tateando e possuindo
quero que me reveles aos poucos
e hei de te abrigar entre pernas e seios,
percorrendo teus tremores com os dedos
recebendo teu gozo no meu,
misturando teus gemidos aos meus...

Ouvindo: (estes versos foram escritos enquanto ouvia essa música, de uma vez...)

Como Uma Ilha ( ao vivo)

Foto: Web

e terminei Ouvindo: Wild Horses (Com Dave Matthews)

O que fazer?


Que fazer quando ….
O coração fica tão apertado de saudade,
Que até custa respirar ?

Os bichos e outras bobagens


Se não tem as chaves
não bata na porta,
dê meia volta...

Se não tem mão leve,
não ameace com chicotinhos
porque eu sou:
bicho de estimação,
bicho preguiça,
bicho do mato
bicho de pelúcia,
só preciso de cafuné,
muito dengo
e massagem no pé...

Então se não sabe valsar,
Não vá arriscar um tango...

Foto: Google's

Vai ficar tudo bem

O “vai ficar tudo bem”  se transformou em som vazio, palavras ouvidas viraram ausência.   Ser forte não foi uma escolha,  apenas foi empurr...