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Abraço Poliglota

Por vezes escuto no quarto um escuro muito vazio, meu amor. O corpo diz na surdina, cravado de suspiros, que você me faz falta e a noite vai crescendo, movediça por entre os lençóis que não têm o peso que preciso.
Nesses instantes de saudade, (haverá instantes em que não há saudades?), tudo me escapa e não sou uma alquimista de pólos inversos em cujas mãos nada reluz.

- Amor, o vazio é tão gigante que parece que vai me engolir nessa cama desfeita onde se aninha a vontade de ser contrabandeada num negócio de beijos e abraços.
Sinto saudades do teu abraço tenro, poliglota e com todas as certezas do tato, que adivinho e com o qual sonho.

Festa

gostar é FESTEJAR
nada de conservas
USAR E FESTEJAR...
o amor VIVE-SE,
não se PRENDE...

Outros Lugares

Não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes. No entanto isso é recorrente em mim. Não imagino um Inverno sem uma voz murmurada e familiar.

Não imagino alegria maior do que uma cumplicidade secreta partilhada. Depois, resta esperar que a paz nos sorria as boas-noites num céu estrelado (que nem sempre se vê). Talvez seja difícil de entender: as frases de luz não são para todos.

O silêncio interrompido naquela voz antiga de fazer crescer os sonhos: cheiros e cores de uma vida ao sol – roubar ao mundo um pedaço de vida. Deixar a alma respirar, intacta, por entre destroços de tempestades e certezas.
Não é para todos suster o tempo. É por isso que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes. Fingir que está tudo bem. Livros espalhados pelo chão do quarto e ideias simples a rondarem o teto da imaginação.
 - Com que sonhas? Confusão.
 - O que sentes agora? Confusão.

 Falta-me um tempo tranquilo. Porque há certezas que substituem outras certezas.
 Os dias de chuva e as saudades escondidas em flashes fotográficos.

Azul

Um dia de inverno sem asas,
sonhei com o AZUL.
AZUL que me incendiou com o seu olhar de artista.
Agora trago o céu,
os amigos e as nuvens nas persianas do tempo,
onde há luz AZUL
e tragos de sol
(e vento, gosto do vento).

Amo Você

Amo Você
Amo muito
E de muitas formas.

Amo com ternura
Quando estamos
Cheios de carências,

Amo com carinho
Quando a saudade te aperta,
Amo cheia de dor
Quando a saudade me aperta,

Amo com devoção
Quando me amparas
Nas minhas fraquezas,

Amo com fúria
Quando teu orgulho
Mede forças com o meu,

Amo em desamparo
Quando nos afastamos,

Amo com raiva
Quando sinto ciumes,
Amo com aflição
Quando sentes ciumes,

Amo com medo
Quando passo dos limites,
Amo em silêncio
Quando nos ressentimos,

Amo com adoração
Quando digo que vou
E não me deixas partir,

Amo com serenidade
Quando vais
E te peço para voltar,

Amo com tesão
Quando brigamos,

Amo com fome
Quando despertas meu corpo
E para isso basta te ouvir
Dizer meu nome,

Amo com paixão
Quando dizes que sou tua,

Amo ardendo
Quando ardes comigo,

Amo todos os dias e noites,
Amo com a alma,
Amo com a carne,
Amo de um amor imenso,
Amo você meu amor...


Algumas


Só sente medo do silêncio
Quem não aprendeu a ouvir
As vozes que ele cala

A solidão só faz mal
A que não descobriu
A calma que ela encerra

Não invente razões
Para não lembrar
Bastou te ver mais uma vez
Para saber que não passou

Palavras, tantas.
Talvez uma declaração de amor
Que na aventura de um pensamento
Possa te seguir em sonhos
E não ter que partir nunca mais...


Ouvindo: Haja o Que Houver

Vai ficar tudo bem

O “vai ficar tudo bem”  se transformou em som vazio, palavras ouvidas viraram ausência.   Ser forte não foi uma escolha,  apenas foi empurr...