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Não te quero poema
A consciência de uma verdade fugidia
que se esconde num poema,
não me pertence,
e no entanto,
em mim deixa suas marcas.
o que me habita,
tentando decifrar
sentimentos
encobertos
pela beleza de uma mentira.
O traço incerto desses versos
não flui como o rio,
em seu percurso sem paradas
para escutar os silêncios
e acolher os desvarios da alma.
Então porque me afliges
se te quero sem sentido?
Porque me torturas
se não te quero poema?
Não resta ninguém
Uma recordação inexistente,
pedaço de nada que flutua,
não resta ninguém...
Vales e montanhas
por onde quero seguir
para abraçar o mar,
afundar antes de tocar o horizonte
e quem sabe descansar...
Ninho
Não-poético
O mundo adormecia vagarosamente
naquele longínquo entardecer,
ele procurava e não via,
ela contemplava o esmalte das unhas..
naquele longínquo entardecer,
ele procurava e não via,
ela contemplava o esmalte das unhas..
Nota sobre o luar
A lua tem o teu cheiro.
Às vezes.
Às vezes não.
É só Lua.
Tua.
Fotografia antiga tirada a sépia
que guardo no céu para que ninguém roube.
As marés teimam em escondê-la
nos quartos e na nova,
mas a sala é grande e
a velhice sabe esperar pelos eclipses.
Venham as marés.
Venham elas.
Venha o mar,
O mar tem tua cor.
Às vezes.
Às vezes não.
É só mar.
Teu.
O mar é grande,
É tempo de amar.
Venham as fases da Lua,
Venham elas.
Que venha esse homem...
Às vezes.
Às vezes não.
É só Lua.
Tua.
Fotografia antiga tirada a sépia
que guardo no céu para que ninguém roube.
As marés teimam em escondê-la
nos quartos e na nova,
mas a sala é grande e
a velhice sabe esperar pelos eclipses.
Venham as marés.
Venham elas.
Venha o mar,
O mar tem tua cor.
Às vezes.
Às vezes não.
É só mar.
Teu.
O mar é grande,
É tempo de amar.
Venham as fases da Lua,
Venham elas.
Que venha esse homem...
Não penso, logo insisto
Não penso, logo insisto.
Se resisto é porque não desisto...
Sou o que sou,
quem sou não sei….
Alguém entre o perdido e não encontrado?…
Talvez uma viagem,
Uma parada para descanso,
Um caminhar através do tudo,
Percorrendo o nada!
Talvez...
Uma visão tola do bem,
A culpa pelo mal causado,
Talvez fumo,
De um fogo que não existe.
Sou o que sou
E mais não sei!
Às vezes não insisto,
desisto..
Se resisto é porque não desisto...
Sou o que sou,
quem sou não sei….
Alguém entre o perdido e não encontrado?…
Talvez uma viagem,
Uma parada para descanso,
Um caminhar através do tudo,
Percorrendo o nada!
Talvez...
Uma visão tola do bem,
A culpa pelo mal causado,
Talvez fumo,
De um fogo que não existe.
Sou o que sou
E mais não sei!
Às vezes não insisto,
desisto..
Nada

Dei um tempo à razão e a emoção
para que ambas caminhassem
de mãos dadas
e juntas pudessem resolver
minhas pendências.
Me abstraí de dores absolutas
e perguntei qual delas prevaleceria.
Não obtive resposta.
Tornaram-se tão amigas
que não conseguem decidir
qual das duas levará
o maior quinhão do meu eu abstrato.
Não tenho pressa,
ainda não sou a tempestade anunciada,
tão pouco a brisa prometida.
Sou, e sempre serei,
a dona do meu castelo.
Prisioneira de mim mesma,
caça e caçadora,
sentença e execução.
Nunca adivinhada
no teu coração,
Sempre refletida
no baço espelho
dos teus olhos...
para que ambas caminhassem
de mãos dadas
e juntas pudessem resolver
minhas pendências.
Me abstraí de dores absolutas
e perguntei qual delas prevaleceria.
Não obtive resposta.
Tornaram-se tão amigas
que não conseguem decidir
qual das duas levará
o maior quinhão do meu eu abstrato.
Não tenho pressa,
ainda não sou a tempestade anunciada,
tão pouco a brisa prometida.
Sou, e sempre serei,
a dona do meu castelo.
Prisioneira de mim mesma,
caça e caçadora,
sentença e execução.
Nunca adivinhada
no teu coração,
Sempre refletida
no baço espelho
dos teus olhos...
Nau Sem Leme
Uma mulher não pode ser,
estar,
viver,
como uma nau sem leme.
Uma mulher pode ser adjetivo,
quando lhe chamam nomes
predicados ou desqualificados,
profundos ou vazios.
Uma mulher pode ser substantivo,
quando sem sentido,
por estar sentida
em suas dores abstratas.
Uma mulher pode ser verbo transitivo,
entre o desejo e o medo
de se entregar.
Uma mulher não pode,
nunca, ser uma nau sem leme,
à deriva,
sem direção,
parando em todos os portos,
transformada em restos de ressaca
ao sabor das correntes
apodrecendo nas águas frias.
Amado,
assuma o comando desse leme,
me leve para perto de ti,
pois eu, mulher,
sou apaixonadamente tua...
Nem Eu
Navegar
É hora de me reconstruir,
Reconstituir,
Juntar os pedaços,
Ver o horizonte distante.
Quem sabe a maré não vire?
Pode ser que um dia
Eu já não sinta os teus sinais,
E de fato, não os sentir.
Não se preocupe
Soobre onde vou estar,
Posso estar em mim mesma,
Ou à deriva desse estar,
Não se preocupe.
Eu sei em que mares naveguei...
Reconstituir,
Juntar os pedaços,
Ver o horizonte distante.
Quem sabe a maré não vire?
Pode ser que um dia
Eu já não sinta os teus sinais,
E de fato, não os sentir.
Não se preocupe
Soobre onde vou estar,
Posso estar em mim mesma,
Ou à deriva desse estar,
Não se preocupe.
Eu sei em que mares naveguei...
Não importa

Não me importo
Se acordo ou durmo,
Se me alimento ou passo fome,
Se é dia ou noite,
Se é preciso reagir ou ceder,
Se é caminho ou atalho,
Se é certo ou errado...
Não me importo
Com a dor,
Com o vazio,
Com o que escrevo,
Com o que falo,
Com o que escuto,
Com o que calo,
Com o tudo ou com o nada...
Meu coração que bate em desassossego
Não se importa com mais nada,
Bate em compasso de encontrar
Alguma paz em não se importar...
Sem você o EU não faz sentido,
O tempo que tenho
Não é meu e não importa mais...
Não importa quem ganhou ou perdeu,
Como vão contar a minha história,
Como tudo terminou,
Para onde vou,
Se estou em paz,
Se estou em mim,
Se o fim é uma palavra
No canto inferior
Ao lado oposto
Do coração...
Se acordo ou durmo,
Se me alimento ou passo fome,
Se é dia ou noite,
Se é preciso reagir ou ceder,
Se é caminho ou atalho,
Se é certo ou errado...
Não me importo
Com a dor,
Com o vazio,
Com o que escrevo,
Com o que falo,
Com o que escuto,
Com o que calo,
Com o tudo ou com o nada...
Meu coração que bate em desassossego
Não se importa com mais nada,
Bate em compasso de encontrar
Alguma paz em não se importar...
Sem você o EU não faz sentido,
O tempo que tenho
Não é meu e não importa mais...
Não importa quem ganhou ou perdeu,
Como vão contar a minha história,
Como tudo terminou,
Para onde vou,
Se estou em paz,
Se estou em mim,
Se o fim é uma palavra
No canto inferior
Ao lado oposto
Do coração...
Foto: Jeff Grant
Não Sei...
Dei um tempo à razão e a emoção
para que ambas caminhassem
de mãos dadas
e juntas pudessem resolver
minhas pendências.
Me abstraí de dores absolutas
e perguntei qual delas prevaleceria.
Não obtive resposta.
Tornaram-se tão amigas
que não conseguem decidir
qual das duas levará
o maior quinhão do meu eu abstrato.
Não tenho pressa,
ainda não sou a tempestade anunciada,
tão pouco a brisa prometida.
Sou, e sempre serei,
a dona do meu castelo.
Prisioneira de mim mesma,
caça e caçadora,
sentença e execução.
Nunca adivinhada
no teu coração,
Sempre refletida
no baço espelho
dos teus olhos...
Nua

Um ser que espreita,
Tudo observa e se guarda
Levantando barreiras e
Mantendo afastadas
Todas as luzes...
Um enganoso alguém
Vagando na noite,
Áspera e funda.
Face oculta da lua,
Fragmentos, espasmos e sussurros.
Não desaguar em águas calmas?
Devo soltar as amarras e ao vento me lançar?
Devo desnudar minhas pernas e poesia?
Não Saber
Não o Beijo, Um Abraço
Noite
Uma noite longa que
não me diz como vai
amanhecer meu dia.
Minha poesia perturbou-se,
anda em agonia de saber
que essas palavras
nada podem ou talvez
cheguem tarde.
Minha rima não tem ritmo
pois só minha tristeza
Acumula-me.
Peço-te perdão
já que mais não posso,
hoje descobri o amargo de sentir
que nada posso.
A me acompanhar
minha poesia triste,
o estado da minha alma,
meu amor não revelado,
a agonia de não saber
e a esperança,
mesmo que remota,
de que estejas como eu : aflito
Foto: Planeta Terra
Ouvindo: Diz Nos Meus Olhos
Nó
É o nó na garganta que me engasga,
a cabeça balançando no ritimo "nâo tem jeito"
E tudo que eu posso e quero é Ouvir Estrelas...
Talvez, quando você perder o senso
E me der as palavras, essas que estão vestidas de "xita"
Impregnadas de perfume barato,
Você possa entender o que hoje calei.
Não te queria verso estilizado, nada disso,
Queria apenas o que vai na tua alma,
sem batom ou purpirina...
Deixa pra lá!
Ouvindo: El Tiempo De Nuestras Vidas (winth Tony Braxton)Foto: Web
Não
Não, não te quero água represada
Não te quero fácil,
Não te quero jornal de ontem,
Não, não penso que será fácil
E nem assim o iria querer,
Não vim para apaziguar
O que te consome inteiro
Nem para ser calma de uma noite amiga.
Eu vim sim,
para te devorar aos poucos...
Foto: Klaus Goffelmeyer
Ouvindo:Nosso Estranho Amor
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É hora de me reconstruir, Reconstituir, Juntar os pedaços, Ver o horizonte distante. Quem sabe a maré não vire? Pode ser que um dia Eu já nã...
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