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Meus vãos desbotados

Anotações rasgadas,
fragmentos perdidos
guardadono lugar esquecido.

Sigo bem devagar,
remendando vazios 
que não se esgotam,
ruminando sentimentos 
não compartilhados,
espantos que me assombram,
silêncios estigmatizados,
muitas cismas de tudo
e de nada,
sempre de mais e nunca de menos.




Ando em meandros
esquecida de mim,
adejada de esperanças vãs, 
que guardo nas dobras 
dos meus vãos desbotados.

Música

 


Na tua boca
brilha a lua,
ouço jazz

O teu abraço é ninho
onde quero me embalar

em blues...


Em tuas pernas
seguir teus contornos
sendo samba...


O verde vai virar azul

irei do norte para o sul,

leste,

oeste,

onde me arremeta

sem peso,

sem medida

num arrastão de MPB...


Do teu corpo

quero um tango,

da tua alma
serei cantiga de ninar...



Meu Amado

Por entre as cores da paisagem
abaixo da linha do sopro
sempre acima de mim 
da minha escolha
e do teu epicentro
Não posso preencher o espaço
em que te esparramas 

e que nunca esteve vago.

Mais ou Menos

Não sou boa, ou talvez o seja algumas vezes.
Sei do que gosto,
Um gostar do gosto das palavras.
É assim, nem mais nem menos...

Morte em Vida




O que vai sangrar hoje
é o amor que você pisou,

O que vai morrer hoje
é o coração que você partiu,

O que vai me guiar hoje
é o ódio que você despertou.

A lâmina rasgando a carne
é tudo que eu quero

Manhãs



"Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir"

Almir Sater e Renato Teixeira

Ouço essa música e não sei porquê sinto que és uma mistura de manhãs, massas e maçãs.
É assim que te vejo e te sinto no coração...

http://www.nuaideia.com/nac/a/almir_sater/Tocando_em_frente_BN.mid

Muda

Não sei como dizer
que havia um mundo
sobre o mundo,
onde a pureza dentro de mim
foi menina de tranças
e sonhos no peito.

Não sei como dizer
que deixei os restos
e os rastros de um cem número
de passos incertos
pelos caminhos dos que não voltam
porque preciso me perder
onde tudo emudece a mentira.

Momentos de Ir

Desculpe-me se trago a alma sem alento,
Se tenho cansaços,
Se me tornei escrava desse sentimento vazio,
Se meu vôo é de asas partidas,
Se meu coração sangra,
Se não sei o caminho,
Se um segundo é muito tempo,
Se as horas me sufocam,
Se o não saber me conforta,
Se tudo em mim é indivisível,
Se não posso ser as mãos que consolam,
Se ninguém, nem eu mesma,
Entendo o que sustenta esse vicio de ti,
Porque vou embora
Quando são momentos de chegadas
E se quero sempre ficar
Quando o momento é de despedida...

Menina Nua e Crua



O dia não nasceu triste,
Mas anoiteceu magoado.

Frágil em ser errante
Invadindo a solidão
Marcando as vestes
De uma menina
Que se despiu,
Se entregou com alegria
Para ser abandonada triste
Exposta em amargura.


Triste por ela,
Triste com ela,
Triste por causa dela,
Só dela
Por estar nua
Diante de se estar crua...

Apenas a esperança deste dia
Em mais um devasso marco da existência.

Apenas céu
seu

E adeus...

Escultura de Henrique Moreira

Mulher de Fases



A solidão meu amigo
Não cabe no teu sorriso
Deixe esse lamento para mim
Que já me acostumei a ele.

A lua precisa minguar
Para ser nova
E nova, voltar a crescer
Para ser lua cheia.

Nenhuma onda quebra em vão,
As vagas procuram a praia
Como amantes buscam beijos.

O desejo é dor,
É veneno necessário
Para aplacar iras,
Desejo que se quer vivido
Consumado em plenitude.

O dia antecede a noite,
A paixão ao amor,
A lua, mulher de fases,
A maré, vazante e enchente.

Fases da mulher,
A morte depois da vida,
A vida antes da morte,
Os ciclos se completam
Ciclos de mulher,
Porque tudo é sempre igual
E sempre tão diferente

Melancolia


Estou em silêncio há horas.

Às vezes esqueço
de me de desligar do coração.

Levo a angústia atrás de mim
e de um lado para o outro.

Apontados meus erros antigos
esquecem de mim,
eu não esqueço.

Ouço meus silêncios
e não me dizem nada,
então deixo-os em paz.


Itimos sorrisos
e tantos poemas por escrever,
não sei quando vou fazê-lo.

Lágrimas estreitas
e outros poemas escritos ao longo do ano,
não sei se vou mantê-los.

Talvez os rasgue em tempo oportuno,
incapacidade para qualquer coisa
além da tristeza .

Nada mais resta
que não seja este velho hábito
de me sentir despovoada.

Não é apenas melancolia,
- juro.

Foto: Alba Luna

Memória Amorosa

Quem mergulhou
Numa loucura de amor
Perdendo as rédeas
Em total abandono de querências,
Não se habitua a banalidade.

Quando um amor assim
Chega ao fim das suas possibilidades,
Ficam como herança
As mágoas que antecederam ao fim,
As saudades sem culpas e desculpas,
A memória amorosa
Estampada no corpo e na alma.

Quando um amor assim acaba,
Fica o perfume do sonho.

Seguimos em paz, ou não.
E ponto.

http://www.boxmusic.mus.br/vivo/Bon_Jovi_Bed_of_roses.mid

Mudar



Fui o sabor adivinhado
e nunca provado,

Foste a mão que
acalentava sonhos
porque sonhar não implicava
em mudar a ordem das coisas

Fui o abraço prometido
e nunca sentido,

Foste o verso e a prosa
de palavras soltas ao léu
que calavam mais do que falavam,
acorrentadas em si mesmas
e sempre entendidas.

E assim sempre será,
no dia depois de amanhã,
uma porta se fecha
para que outra se abra...

Maior

Vi em ti o sofrimento
que não era meu,
Não era a mulher
que escolheste para ser tua,
mas fui a que melhor te olhou
com olhos de ver.

Vi até o que não sabias
existir para ser visto,

Vi o amante desejoso
de se embriagar em ilusões,
o homem que não adivinhava
os silêncios que eram preservados
para manter o mundo do lado de fora
e o faz-de-conta vivido
sem os questionamentos
das pessoas normais.

Vi promessas não cumpridas;
as que me fizeram e
tão pouco as de que me pediram contas.

Maior amor não vi,
vivi...

Meus, Teus: Sentir



Meu sentir: intimista
Não te sentir: abstrato

Não são os meus vazios que te perdem,
É antes a tua descrença em tudo
Que te afasta de mim.

Teu sentir: ausente
Não me sentir: angústia

O que te ofereço são meus silêncios
Que se querem resgatados.

O que eu quero: ceder
O que tu queres?

O que não quero: fazer de conta...

Mar de Palha


Para além dos dias,
Meses,
Anos,
Centenas deles...

Para além do tempo,
Esse que não importa
Pois leva as lágrimas de volta
A outros tempos.

As margens do Mar de Palha,
Das cinzas e escombros
De dourado trigueiro,
Nasceram palavras refrão.

Começaram a ser alinhavados
Os versos do meu coração

Mulher na Cama, (é) Chama



Mulher na cama

Chama seu homem

Como a vela dresfraudada

De uma nau que desliza

Em lençóis brancos

Como mar de espumas

Como o mundo secreto de um jardim

De flores sobre arcadas

Que sombreiam caminhos

Como raios de sol

Que lambem montanhas

Aquecem vales

Iluminam grutas abissais


Mulher na cama

Quando chama,

É chama de seu homem

Meu Passeur



Meu amor por ele é como ele:
Simples
Tranqüilo,
Atemporal,
Sem compromissos a mais ou a menos.

Meu amor por ele flui
Como a natureza,
Sem preocupações banais.

Esteja onde,
Ou com quem estivermos,
É um amor cravado na alma
E vive em paz...

É um amor meio inventado,
Meio adivinhado,
Mas sempre amor de dentro pra fora.

Meu amor é meu balseiro,
Meu guia,
Que me leva além do mundo pequeno.

Meu Coração Batia por Mim Mesma


Meu coração batia por ninguém
Esparramava-se no chão
Talvez devesse chorar
Para limpar meus olhos,
Minhas dúvidas,
As imagens que me acumulam,
Tem uma cebola ou
A falta de um grande amor
para me emprestar?
As noticias não,
Essas não me fazem chorar
Meu coração ainda batia,
Batia por mim mesma

Ouvindo: Sentado_a_Beira_do_Caminho
Imagem: Web

Vai ficar tudo bem

O “vai ficar tudo bem”  se transformou em som vazio, palavras ouvidas viraram ausência.   Ser forte não foi uma escolha,  apenas foi empurr...