Despedida (ou quase isso)


Este blog em particular deverá mudar de dominio, estrutura, contexto, enfim mudar. Por ser o mais pessoal e intimista ele se encontra como eu, sem direção e inquieto.

De tempos em tempos algumas mudanças se fazem necessárias. Em algumas fases e estados de alma tenho essa urgência vital de estar em movimento, às vezes insisto em algumas coisas até a exaustão e não entendo porque o faço se já sei por antecipação como acabam essas histórias.

A minha natureza é essencialmente anarquica, não permite amarras, só as consentidas.
Talvez seja uma vontade represada de me fixar, render-me e sossegar o espirito. A insistência de algumas vezes pode ser motivada por esse desejo de ancorar num porto seguro, não sei.

A necessidade de voltar ao movimento constante das "ondas", ao nomadismo, a segurança de mim mesma sempre acontece quando alguma mão se abre e eu encontro o vão dos dedos por onde posso escorrer.

A falta de tempo também tem contribuído para dar a atenção que eu desejaria ao que escrevo, e tenho escrito muito. Como disse antes, andei me viciando no papel e na pena.

Não resolvi ainda, se será neste espaço e no Mapa do Meu Nada que eu vou abrir o que foi escrito com sangue, alegria e lágrimas na minha alma nesses últimos meses.

Fica o tempo que me dou para pensar se esse Mapa tão explicito do meu tudo terá a capacidade de suportar mais palavras ou se elas devem imigrar para outra cidadela.

Beijos a quem passa por aqui.

Um comentário:

Anônimo disse...

É-me impossivel acreditar que possam existir mãos capazes de prender-te e muito menos um porto em que encontres razões para ancorar.

As tempestades não podemos conter, o teu mar não é de almirante e a tua alma é arisca como a dos gatos.

Gosto de ler o que escreves e o espaço que escolhestes cai-te como uma luva.

Não deves mudar pois estejas tu onde estiveres nunca existirão mãos capazes de segurar-te por muito tempo.

Ainda bem...

Beijos saudosos