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Urgências



Um traço impreciso,
As palavras em motim
Os corpos são escombros
Após o coito
Sem a necessidade
Das palavras inúteis

Amor de urgências
Fome de viver
Medo do nada
Que nos aprisiona
Em nosso amor
Cada vez mais ontem
Quero ser apenas
O que sou,
Ainda que em partes,
em momentos adjetivos
que edificam meu interior.

Um homem a menos

Seus ângulos obtusos,
Seu desempenho ineficiente,
Um homem a menos
em cada mulher encontrada,
em cada mulher derrubada,
em cada mulher amada
nos lençóis,
no tapete,
no piso frio,
no feno,
na terra,
na água,
em fogo
em silêncio...




Um homem a mais que amei...

Uma porta cede dentro de mim

Eu sempre te esperei fora do tempo,
Eu sempre te encontrei fora de mim.
Entre o teu corpo e o meu uma vaga,
ou precipício?

Há palavras que merecem silêncio.
Mas quem é capaz de percebê-las
sem antes precisar sangrá-las
na sua insensatez?

Uma porta
cede dentro de mim...

Um brinde ao último dia na terra.


Um brinde ao último dia na terra,
dos que pressentem as fronteiras do fim
em cada erro do passado,
em cada equívoco cultivado no presente,
em cada golpe sem premeditação.

Não faz sentido se não estás,
Nada explica esse ceifar sem justa causa,
A nós basta-nos a vida, não é?

Uns brilham no palco, outros nos bastidores


Quem se importa?

Eram só palavras,
palavras para qualquer um
que as quisesse ler.

Exposto o nosso sentir...
Nosso?
Exposto o meu sentir,
desnudado em públlico
para a plateia se divertir...

clap...clap...clap

Fechem as cortinas, o show já terminou.

Um dia, a poesia se perdeu...


A luz que brilha pode apenas,
E apenas, ser imaginada.
Os meus olhos se voltam
Para essa luz imaginária.

Luz que se esconde entre sombras.
Sombras que vem e vão,
Caem como véu sobre a vida.

E o tempo quer vida.
A poesia anda perdida,
Num canto, pedindo versos.
Querendo apenas que as rimas,
Exatas ou inexatas,
Não fiquem do lado de fora.

A poesia te espera,
O tempo quer viver e
A poesia quer voltar à vida

Um Pensamento




A quem me viu
Não sei voltar
Pois só me encontro
Quando me perco.

E a quem não me advinha
Eu me devolvo...

Um passo a mais...

Minha alma que andava sem alento,
Desorientada,
Perdida...

Não sabia o que havia feito de errado,
Não sabia os porquês de tanto ódio,
Sentia saudades,
Sentia afeto,
Sentia culpa por algumas mentiras...

Precisei me jogar a teus pés
Para entender o que estava errado.
Minha alma se despede de cara limpa
E meus versos de alma lavada.
Não sinto mais a boca seca,

A rima triste,
E nem sinto vazios...

Hoje eu me despeço de ti
E volto a estar inteira...

E vou por ai,
Feito uma saudade que não sangrará com a partida.
Diferente da canção,
Não espero pela tua volta
Porque fui eu que te mandei embora...

Ouvindo: O Vento
Tela: Jurgen Gorg

Uma Sombra


Já amaste como deverias, como poderias?
Quantas vezes foste perverso,
desatento e fechado em si mesmo?

Já conheceste a solidão?

Alguma vez provaste da indiferença
que consegues distribuir tão bem?


Seja como for,
já é hora de colher o amor maduro
que partirá teu coração,

O amor que te ensinará
a compreender as dores do mundo,

Que trará o cansaço dos dias fúteis,

A insônia das noites mal dormidas
,
A consciência dos vazios abstratos,

Mas tão definitivos...


O amor virá para dar sentido a vida

Que anda repleta de abundância ilusória...

Foto: Web
Ouvindo:
Ilumina-me

Uma


Percorrer (entregar-se)
a um enganoso Alguém
entre pernas e poemas
seguindo o caminho das palavras

no céu da boca abandonadas

até chegar ao teu mistério improvável,

lambendo as hastes dos silêncios,
amar como invasora

fazendo rimas dos teus gemidos

Sombra intima,

Desordens dos sentidos,

Abismos e seus Açores
,
Mar de sargaços
,
Paradigma longínquo...

Ouvindo:
Sonhando o futuro
Foto:
Bubble nebula - NGC 7635Filipe da Veiga Ventura Alves

Vai ficar tudo bem

O “vai ficar tudo bem”  se transformou em som vazio, palavras ouvidas viraram ausência.   Ser forte não foi uma escolha,  apenas foi empurr...