A casa onde habitei
fica esquecida nas memórias.
Nínguem a me guiar, melhor assim.
Avanço cheia de dúvidas
e nenhuma certeza, melhor assim.
Sinto frio.
Minhas palavras sangram,
meu peito anda febril.
Um dia acreditar,
Abandonar o vazio,
No dia seguinte
Sonhos abafados
que caem pelo chão.
Não trago espantos,
Recorro à máscara,
Ser amarga e gritar.
Não chorar,
Deixar cair o sorriso,
Deixar de acreditar,
Sentir o peso
das palavras fechadas.
Procurar os cantos
escuros da alma.
Mudar,
Saber dizer adeus
de costas voltadas.
Ignorar sinais,
Aquecer o coração
entre duas pedras frias.
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