Emaranhados um no outro
pernas e braços entrelaçados,
encontramos um no outro
uma forma imediata
de partirmos juntos.
O destino não importava.
Qualquer partida,
de uma zona erógena a outra,
alimentava o desejo
de um pelo outro.
Desejo inominável
de sorver e absorver.
Possuir cada detalhe com prazer,
em qualquer parte que nossos corpos
se tocassem.
A maneira como nos atracamos
ao final da nossa viagem:
sem bussola ou carta de navegação,
não era feita de cansaços,
mas da certeza de viajar pelo corpo,
um do outro,
como Vasco Gama de nós dois.
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