Ata-me


Não quero a liberdade dos normais,
das pessoas corretas,
das contas pagas,
de um dia após o outro,
de uma noite tranqüila,
da mesa posta,
da cama arrumada...

Cansei;
de calar para não polemizar,
de engolir cobras e lagartos
das pessoas que varrem a sujeira
para debaixo do tapete,
das que agradecem,
das que esquecem de agradecer ...

Se me aceitas
desvairada e adversa,
meiga e contraditória,
humanamente imperfeita,
Ata-me ou me esquece...

Um comentário:

Pinguim Gelado disse...

Gostei das palavras! Parece torto, doido e complicado demais... Será por isso que a gente se dá bem? Eu devo, falo demais, debocho, choro, brigo e faço espetáculo quando tudo o que eu deveria fazer era, tão-somente, ficar de bico fechado...
Não quero nada menos que isso...
Preciso e gosto de amor desse jeito...
Adoro uma revolta e um dramalhão, Cê sabe, né?
Beijos!