Vaga, (em)Vão o Vaga-Lume


Pensou em escrever.
Escrever
com paixão
Em busca do texto perfeito.

Vírgulas, reticências, exclamações,
Tudo perfeito.
Nada poderia sair errado,
Não desta vez...

Cobriu o chão de papel amassado,
Com as tentativas frustradas
De imprimir a alma numa folha de papel.
Papel em branco.

Necessidade vital de exprimir,
Em símbolos,
Tudo o que carregava dentro de si...
Horas se passaram,
faltavam as palavras
Onde abundava o sentir
E nunca se permitia pintar
O ponto final do texto,
Aquele que por si só
Diria tudo que se desejava dizer,
O que daria forma ao querer
E perpetuaria o sentimento represado.

Tudo em vão,
Somos todos manchas,
Vazios,
Quereres que ficam para depois
Pirilampos enciumados das estrelas...

Imagem: Web
Ouvindo: Sabiás, Bem-te-Vi, Maritacas e outros sons da tarde

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