Caneta Esferográfica






Não busco no meu passado
As justificativas para minhas impossibilidades
Não deixo meus objetivos dormindo na segunda-feira
Quando mergulho,
Mergulho para ir ao fundo
Não sou pássaro novo
Aprendendo a voar
Meus vôos vão além do exercício
De um galho para o outro
Não temo perder o abrigo
Para ultrapassar os limites
Da minha consciência
Só preciso de duas asas: amor e conhecimento

Não sou mata borrão,
absolutamente indispensável nos dias de ontem
Que coisa drástica!
Eu nem sei onde estou
Eu nem sei quem sou

Não sou tudo,
Nem sou nada,
Sou um pouco...

E ainda assim escrita
Com esferográfica

Foto: Ben Heys

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