Flores de papel









Escrevia em flores de papel.
Sem lápis, relva, pincel,
sem folha que em linhas prenda
o que ao dizer não se emenda,
o que ao contar não foi dito.
"O que para ti foi escrito,
meu amor de carrocel".
Tremia-lhe ela corada
e em meio sonho deitada:
"O mundo é mesmo cruel".

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