Flores de papel









Escrevia em flores de papel.
Sem lápis, relva, pincel,
sem folha que em linhas prenda
o que ao dizer não se emenda,
o que ao contar não foi dito.
"O que para ti foi escrito,
meu amor de carrocel".
Tremia-lhe ela corada
e em meio sonho deitada:
"O mundo é mesmo cruel".

zzzZZZzzzZZzzzzzzZZZZzzzz

Nenhum comentário:

Vai ficar tudo bem

O “vai ficar tudo bem”  se transformou em som vazio, palavras ouvidas viraram ausência.   Ser forte não foi uma escolha,  apenas foi empurr...