Um dedo que nos alcança todas as feridas
nenhum sopro de esquecimento
que acalme os minutos
que fazem engasgar essa raiva
Sempre a espera das palavras,
as mesmas que tantas vezes
foram capazes de virar do avesso
a seqüência ordinária dos dias.
Feridas já expostas se alastrando
afastando as vontades
de um início sem fim
O pavor sempre te cegando
para o que sou,
já que serei sempre incompreensível
diante do teu entendimento.
Me ver seria voltar para dentro de si
olhando dentro dos espelhos,
quando estes mostram mais
do que a primeira impressão,
ou a possibilidade última.
Tenho alguém que perdi
e que nunca cheguei a conhecer.
Quem não tem?
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