Poema


O verso pede descanso
As palavras, antes em ebulição,
Arrefeceram

O verso pede um tempo,
Não há rima,
Não há inspiração,
Não existem caminhos
Por onde se deleitar,
Não se traveste mais da dor,
Essa insensata doidivanas,
Tão pouco é fogo da paixão,
Essa chama de arder perene
E cegueira permanente.

O verso fecha os olhos,
Sorri,
Vira para o lado,
Dorme em paz.
Sem desculpas estilizadas
De ter que ser poema.

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