Silvo do Vento, Sibilo da Serpente

Erros fatais
Não, não são horas
Do adiantado das horas,
Tão pouco horas
De nos adiantarmos a elas.

Não são tempos de impunidade
Para quem anda à esmo,
Pisando sem cuidados.

Tocam as trombetas,
Ouço o silvo do vento
E o sibilo da serpente.

Preciso do sono sem sonhos.
Preciso de um apagão urgente.
Mergulhar no vazio onde tudo é silêncio
E a consciência anda muda,
Sem cismas ou em sentinela.,
Sem amuos ou cantilenas.

Depois desse voltar para dentro
Se ainda trouxer em mim
Pontas de amargura
Que não fui capaz de aparar
E o gosto triste do intimo profanado,
Peço que Deus me perdoe
Porque ninguem mais poderá fazê-lo.

Sem pudores,
Sem medos,
Sem vergonhas,
Sem limites,
Sem escrúpulos hipócritas
Eu vou para ser inteira.

Não me importam mais os estragos...

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