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Por acaso nos encontramos,
Conversas vagas
Vagando de um assunto a outro,
Sem grandes pretensões.

Teu universo represado,
Meu mundo em prosopopéias.
Trazias questões demais,
Eu nada perguntava.
 
Teus silêncios eram imensos,
Meus vazios eram profundos,
Aflitos encarcerados
Em seus próprios abismos.

Lembro-me de sorrir
Porque chegavas desarmado
Em tua tristeza sem fim.
E na tua dor eu reconhecia
Cicatrizes semelhantes as que trazia
Há muito esquecidas e bem escondidas
Nos vãos do meu silêncio.

Sentimentos tão iguais,
Histórias de vida tão diferentes...

Um comentário:

Anônimo disse...

«Anda comigo ver os automóveis à avenida,
a rasgar as curvas, a queimar pneus.
Um dia vamos ver os foguetões levantar voo,
a rasgar as nuvens, rasgar o céu.
Um dia eu ganho o totobola,
ou pego na pistola,
mas que eu morra aqui,
- mulher tu sabes o quanto eu te amo, o quanto eu gosto de ti;
e que eu morra aqui se um dia eu não te levo à lua,
nem que eu roube a lua só para ti.»

os azeitonas> anda comigo ver os aviões