Colombina Insone




Ela tomou fôlego,
Escrever uma carta de amor
Seria mais poético,
Lúdico
Leve,
Pessoal...

Mas mundos de mensagens rápidas
Pedem alguma distância
Apesar de aliviarem esperas
E suprirem à ansiedade da espera
Que sempre nos trazia
Presos às angústias dos “se”

Sobrou um espaço eletrônico
E palavras que precisavam fluir

Deteve o impulso, e repensou
Pela segunda vez
Na imprudência
Ou não,
Da escolha que fermentava a sua vontade.

A serenidade é uma virtude,
Que por vezes acolhe até as mentes menos sábias.
Naquele momento,
Colocou de lado sua cólera
E a amordaçou com eficácia,
Mantendo a paz quente,
Isolada das emoções
Que a impediriam de seguir adiante.

Resgatou o espírito e salvou a razão,
Seguiu em frente tecendo as palavras
Que trariam de volta a serenidade,
A liberdade,
O sono possível,
Cortou as amarras invisíveis
Que a mantinham cativa
De uma fantasia de Colombina insone

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