Rota





Quando a língua passa
pela rota do desejo,
louco e desvairado em urgências.
que entendimento pode haver
entre bichos da mesma fala
mergulhados no mesmo tempero,
em aflição pelas mesmas dores,
perdidos nas mesmas trilhas de solidão,
em conflito voluntário?

Que entendimento pode haver,
além do desejo lancinante e brutal
traduzido na linguagem do sexo?
Melhor calar e sentir...

É só desencontro no final,
como rios sinuosos
aliviando-se em afluentes...

Não pisar com os dois pés no presente,
manter um pé no passado
e não esquecer que seduziu o tempo
como me seduzia,
conduzindo e me adivinhando sem bússola...

Um comentário:

Lucélia Muniz França disse...

Olá,
Visitei teu Blog e adorei os textos, muito interessante!!! Sem falar que a poesia é algo apaixonante!!! Parabéns pela iniciativa!!!
Também estou seguindo teu Blog, OK!!!
Grande Abraço!!!
http://www.luceliamuniz.blogspot.com.br/