Exilo


No espaço entre duas pessoas
Que cultivam dissabores mútuos
Existe a história de como era o antes.

Existe o nó na garganta,
A lembrança que mareja,
A saudade que sufoca,
O coração sem alento...

Existe a nudez do esquecimento,
Aspereza,
Solidão,
O desespero na tempestade,
Sem faróis a nos guiar...

Existem pequenos atalhos
Para que um se perca
E o outro nunca mais se encontre...

Claustro de exilo que tecemos,
Nas horas em que não ousamos.
Recantos de silêncios
Erguidos na própria alma,
Em abandono no esquecimento...

Foto: Paulo Medeiros

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