Vou-me embora esvaziar a palavra.




A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".



Cheguei no momento das perguntas: Por que é que as coisas são assim? Quais as escolhas preciso fazer para mudar o que me incomoda?

Uma parada para refletir sobre alguns sentidos que as coisas tinham para mim até este preciso momento e re-descobrir algumas certezas e INcertezas da vida que estou carregando desde sempre, ou se deixar de lado o exagero, o desde sempre se reduz a um tempo mais demorado do que me lembro.

Pensei em rever alguns principios, mas a questão não é essa. A questão é rever a mim mesma, o que tenho feito, como adam minhas interações com as pessoas, se não está na hora de esvaziar armários e gavetas, doar o que não uso mais e nem vou usar, simplificar de dentro para fora, enfim, deixar de acumular silêncios e pendências.

Começo pela tralha que tenho em armários que nunca abro, gavetas esquecidas no quarto de arrumações e por este blog.

Volto a escrever, ou tentar passar para o "papel" dando forma poética ou não, aos rascunhos que venho acumulando pela vida desde que aprendi a dar forma a palavra escrita.

Não sei se aprendi de verdade, não tenho a pretensão de chamar de poesia ou texto literário, ainda mais agora em tempos de ACORDOS tão cheios de desacordos. Seja lá como for, vou passar meus rascunhos a limpo.

Depois, quando tiver (e se tiver) uma nova morada, deixo o endereço aqui.

Foi bom enquanto durou a palavra represada, mas agora perdeu o sentido pois a palavra quer jorrar livremente.

Bem, as coisas podem dar certo ou não, duas opções que têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços. O certo é que já está decidido que seja qual for essa escolha, ela será vivida sem acumulações ou unhas de posse.

Vou arriscar ...


Beijos a todos que passaram por aqui.

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